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terça-feira, abril 01, 2025
  TORNEIO DO CINQUENTENÁRIO

 


TORNEIO DO CINQUENTENÁRIO

“MISTÉRIO… POLICIÁRIO” – MA/MP (1975 – 2025)

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PROBLEMA Nº 4

NAQUELA NOITE DE MAIO,

de Virmancaroli

Nesse mês de Maio, com temperaturas amenas para a época, mas com manhãs um pouco frias e ventosas, envolvia-nos com tardes bem agradáveis que se deixavam arrefecer para a noite e pela madrugada adentro. Era um ciclo meteorológico imperturbável, este. E foi numa dessas noites, de Maio, quando eram precisamente três horas e trinta e nove minutos da madrugada, daquele Sábado, véspera de lua nova, por sinal, que um forte ruído de vidros estilhaçados irrompeu pelo silêncio da madrugada.

Um início de fim de semana que se julgava tranquilo, como tantos outros anteriores, já passados, mas que afinal se previa agora desassossegado! Seria mesmo assim?...

Já há muito tempo que na ribeirinha cidade do Montijo não se registavam incidentes de maior, pese embora o facto de uma ou outra ocorrência que rapidamente se esfumava e das quais nem registo havia sequer, tal a irrelevância das mesmas.

Naquela Praça da República, aquela Praça velhinha, no centro histórico da cidade, que apesar de descaracterizada, privilegiava ainda o comércio local, envolta na sua luz habitualmente ténue, fruto das tecnologias, e aquela hora, não se viam pessoas nem automóveis, a praça estava completamente deserta sem movimento algum pelo que dava a impressão de que o incidente iria passar despercebido.

Mas não foi isso o que realmente aconteceu, imagine-se!

O Inspector Alfama, em serviço, de turno, nessa noite na Esquadra do Borralhal, estremeceu, assustado, outra coisa não seria de esperar, enquanto passava pelas brasas, ao ouvir o telefone tocar de repente. Lá lhe iam estragar a noite, pensou ele. Pegou no auscultador e simultaneamente olhou para o relógio, oferta da esposa em dia de aniversário, que marcava nesse preciso momento três horas e quarenta e um minutos. Depois, então, atendeu o telefonema, não sem com alguma contrariedade. Chamada concluída e no momento em que colocava o auscultador no descanso, a porta ao lado abriu-se e o Sargento Boaventura entrou na sala.

Passou-se alguma coisa, perguntou ele? Pois, foi isso mesmo! Replicou o Inspector Alfama, acabaram de assaltar a “Cara & Coroa”! A “Cara & Coroa”? Exclamou Boaventura, atónito.

Aquela loja na Praça da República que vende e compra moedas?

Alfama anuiu que sim… essa mesmo.

Foi o próprio dono da loja, o Zé Bastos quem me telefonou. Vou para lá, agora, ver o que se passou e já me estragaram a noite. Olha, Boaventura faz-me o favor de acordares o Sargento Oliveira, para ele me acompanhar.

A ausência anunciada, nessa noite, do Guarda Nocturno, pago pelos comerciantes da Praça, já poucos por sinal, possivelmente poderá ter deixado os comerciantes mais vulneráveis…, mas até porque também já há bastante tempo que não se registava ali nenhuma ocorrência de roubo, ou de outro abuso qualquer!

Entretanto, algum tempo depois e quando os dois polícias chegaram junto à loja de numismática, pertencente ao comerciante Zé Bastos, o sino da Torre da Igreja da Misericórdia, ali bem perto da Praça da República, batia as quatro horas e meia, badaladas que bem se fizeram ouvir, nessa noite bem escura e húmida.

Via-se um enorme buraco no vidro da porta da loja e o Sargento Oliveira juntou com o pé os estilhaços, formando um monte considerável em frente da entrada.

Nesse preciso momento a porta da loja abriu-se. Agradeço-lhes terem, assim, vindo tão depressa. Eu sou o Zé Bastos proprietário da loja. Os polícias entraram na loja, sem deixarem, contudo, de observar a grande desarrumação de álbuns em cima do balcão e foram de imediato os três, para uma sala bem iluminada onde o proprietário começou então as explicações que motivaram a chamada por si feita.

Como resido fora da cidade, ali na Jardia, portanto, ainda bem longe da loja e quando tenho mercadoria para arrumar, pois, ontem fiz algumas compras, costumo dormir sempre aqui, porque tenho de começar bem cedo com as arrumações, antes de a loja abrir.

Assim, esta noite, tendo eu o sono leve, ouvi, de repente, tilintar qualquer coisa. Fiquei um momento à espera, pensando que estava a sonhar, mas depois apercebi-me que alguém estava a mexer na fechadura da porta da loja. Saltei da cama de imediato, fui vestindo o roupão e vim logo para aqui. Mesmo no escuro ainda deu para perceber a silhueta do intruso. Era um homem alto, de óculos escuros e de gorro pela cabeça, que se pôs logo em fuga assim que se apercebeu da minha presença. Eu ainda fui atrás dele até ali ao fim da praça, mas ele era jovem e bem rápido, pelo que desapareceu na noite quando virou à esquina da Praça. Então, voltei, depois, para a loja e telefonei-lhes.

Após um breve impasse, quase como que uma cortina para meditação, em que se gerou algum silêncio, Zé Bastos estendeu a mão, mostrando aos polícias um tijolo. Isto estava ali, ao pé da porta. O gatuno teria partido o vidro com ele, meteu a mão pelo buraco e abriu a fechadura pelo lado de dentro.

E conseguiu levar alguma coisa, pergunta o Inspector Alfama?

Infelizmente, sim. Levou-me um dos álbuns mais valiosos com moedas romanas que eu tinha recebido ontem mesmo e que estava ainda aqui em cima do balcão e, que era para ser arrumado hoje, quando catalogadas as moedas. Não deixa de ser um grande transtorno para mim, pese embora o facto de já as ter segurado, ontem mesmo, quando as recebi, como habitualmente o faço com a mercadoria mais valiosa.

Sim, e enquanto avalia o seu prejuízo, ou seja, neste caso, o produto do roubo? Cerca de cinco mil euros, respondeu Zé Bastos. Foi mesmo muito azar comentou o Sargento Boaventura, olhando para Zé Bastos, mas como o seguro vai pagar-lhe tudo, melhor para si. Na verdade assim o espero e que não demore porque o negócio tem andado ultimamente mesmo muito mal.

Já o Inspector Alfama não estava tão confiante quanto Boaventura, pelo que olhando de frente e bem na cara para Zé Bastos disse-lhe: Olhe, entretanto, vá-se vestindo para me acompanhar à Esquadra, pois temos de registar a ocorrência.

Vai levantar um auto, diz Zé Bastos? Sim, isso também.

Também? O que é que quer dizer com isso? Perguntou Zé Bastos, cuja voz enrouquecera, agora, subitamente.

É que também temos de tomar nota das aldrabices que nos quis impingir, tendo o valor do seguro que pensaria receber, na mente.

Foi tal o susto de Zé Bastos que os óculos lhes escorregaram pelo nariz abaixo. Com um gesto nervoso ele tirou-os e começou a limpá-los a uma ponta do roupão.

Mas…, mas o que é isso? Que brincadeira é essa? Eu vou queixar-me de si aos seus superiores disse Zé Bastos.

O Inspector Alfama fez um sorriso. Para quê, se pretendia enganar a Polícia e depois a Seguradora? É isso mesmo que vai esclarecer no auto.

 Pergunta-se :

Quais os motivos que teriam levado o Inspector Alfama a duvidar das declarações do comerciante Zé Bastos, convicto de que tudo não passara de uma encenação deste para receber o dinheiro do seguro?!

ENDEREÇOS E PRAZO PARA O ENVIO DAS RESPOSTAS:

 As respostas devem ser enviadas impreterivelmente até às 24h00 do dia 30 de Abril de 2025, através dos seguintes meios:

 a - Por email, para o endereço electrónico viroli@sapo.pt;

 b – Por via CTT para o seguinte endereço postal:

Luís Manuel Felizardo Rodrigues

Praceta Bartolomeu Constantino, 14, 2.º Esq.

FEIJÓ 2810 – 032 ALMADA.

 
quinta-feira, março 20, 2025
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 20 de março de 2025

                 APROXIMA-SE O DIA DA DIVULGAÇÃO DO CONTO VENCEDOR

Quando estamos aproximadamente a dois meses da divulgação do grande vencedor do concurso de contos “Um Caso Policial no Natal”, e numa altura em que procedemos à derradeira fase de contabilização das pontuações atribuídas aos últimos cinco contos a concurso publicados, damos hoje a conhecer as performances pontuais alcançadas pelos originais 11, 12, 13, 14 e 15.

Entretanto, recordamos a classificação geral do concurso quando estavam contabilizados os dez primeiros contos publicados, que tinha no pódio dois originais de Paulo (primeiro e terceiro lugar) e um de Rui Mendes (segundo lugar), todos a pouco mais de uma escassa décima dos contos classificados nos quarto e quinto lugares, o que revela o equilíbrio das avaliações feitas pelo nosso painel de jurados (o orientador da secção e os leitores que se dispuseram a assumir esse papel):

Classificação Geral (até ao décimo conto)

1º - “A Morte do Pai Natal”, de Paulo, com 8,318 pontos;

2º - “Um Sonho de Natal”, de Rui Mendes, com 7,28 pontos;

3º - “A Minha Noite de Natal”, de Paulo, com 7,222 pontos;

4º - “YHWH”, de L. Manuel F. Rodrigues, com 7,133 pontos; 

5º - “A Prenda de Natal da Martinha”, de Paulo, com 7,103 pontos;

6º - “O Contrato”, de António A. F. Aleixo, com 6,925 pontos;

7º - “Prazeres de Natal”, de O Gráfico, com 6,724 pontos;

8º - “O Fantasma do Hotel Infante Sagres”, de Bernie Leceiro, com 6,555 pontos.

9º - “Amem-se Uns aos Outros”, de Inspetor Moscardo, com 6,181 pontos;

10º - “Chegaram os Pais Natais”, de Abrótea, com 5,695 pontos.

Passemos então agora a conhecer as pontuações alcançadas pelos cinco originais seguintes, por ordem de publicação, que determinarão a classificação atual do concurso até ao 15º conto, sendo de destacar mais uma vez o equilíbrio registado na média de pontuação atribuída aos diferentes originais em avaliação, atingindo eles valores entre os 6,428 pontos e os 7,523 pontos:

11.CONTO: UM CONTO DE NATAL, de Paulo

21 pontuações validadas:

7+6+7+7+7+8+8+7+6+5+8+8+7+6+6+6+6+7+8+5+9=144 pontos

pontuação média: 6,85714286

12.CONTO: UM NATAL DOS DIABOS, de O Gráfico

30 pontuações validadas:

7+6+6+5+7+7+7+6+5+6+6+7+6+6+6+5+5+6+6+5+8+8+9+10+10+10+10+10+8+7+210 Pontos

pontuação média: 7

13.CONTO: EM FLAGRANTE! – SHORT STORY, de Investigador Canário

pontuações validadas: 28

9+8+7+7+6+6+7+8+7+7+6+6+5+5+6+6+6+7+6+7+7+7+7+6+10+8+7+9=193 pontos

pontuação média: 6,89285714

14.CONTO: NATAL A DOIS, de Don Naype

pontuações validadas: 21

8+8+7+9+8+8+7+7+8+9+7+8+6+6+7+8+7+8+8+6+8=158 pontos

pontuação média: 7,52380952

15.CONTO: FELIZ NATAL, de Inspetor Al Vy Tã T      

pontuações validadas: 21

7+6+7+8+8+7+6+6+6+7+6+7+6+6+5+5+7+7+8+5+5=135 Pontos

pontuação média: 6,42857143

Eis, portanto, a classificação até ao décimo quinto conto:

1º - “A Morte do Pai Natal”, de Paulo, com 8,318 pontos;

2º - “Natal a Dois”, de Don Naype, com 7,523 pontos;

3º - “Um Sonho de Natal”, de Rui Mendes, com 7,28 pontos;

4º - “A Minha Noite de Natal”, de Paulo, com 7,222 pontos;

5º - “YHWH”, de L. Manuel F. Rodrigues, com 7,133 pontos; 

6º - “A Prenda de Natal da Martinha”, de Paulo, com 7,103 pontos;

7º - “Um Natal dos Diabos”, de O Gráfico, com 7 pontos

8º - “O Contrato”, de António A. F. Aleixo, com 6,925 pontos;

9º - “Em Flagrante-Short Story”, de Investigador Canário, com 6,892 pontos;

10º - “Um Conto de Natal”, de Paulo, com 6,857

11º - “Prazeres de Natal”, de O Gráfico, com 6,724 pontos;

12º - “O Fantasma do Hotel Infante Sagres”, de Bernie Leceiro, com 6,555 pontos.

13º - “Feliz Natal”, de Inspetor Al Vy Tã T, com 6,428 pontos;

14º - “Amem-se Uns aos Outros”, de Inspetor Moscardo, com 6,181 pontos;

15º - “Chegaram os Pais Natais”, de Abrótea, com 5,695 pontos. 

TORNEIOS NO ESPAÇO VIRTUAL

        Nas despedidas, recordamos que termina no próximo dia 31 de março o prazo de envio das propostas de solução referentes ao problema nº 3 do Torneio do Cinquentenário “MP/MA”, que devem ser dirigidas preferencialmente ao confrade Paulo (apaginadosenigmas@gmail.com). Por outro lado, será conhecido no dia seguinte (1 de abril) o problema 4 deste torneio, que será publicado desta feita no blogue do confrade Virmancaroli (momentodopoliciario.blogspot.com), onde decorre paralelamente o torneio policiário “Português Suave”, que tem neste momento em curso o prazo de envio de soluções ao seu problema nº 3, que expira no final do dia 14 de abril.

            Entretanto, regressa ao blogue A Página dos Enigmas (apaginadosenigmas.blogspot.com), no dia 10 de abril, o torneio “Quem é?”, com mais um teste (o terceiro!) sobre escrita policial, desta vez subordinado ao tema “pseudónimos”, supostamente com um grau de dificuldade baixo…

 

 

 

 
segunda-feira, março 17, 2025
  NOTÍCIAS DO BLOGUE "MOMENTO DO POLICIÁRIO"

 Já é conhecida a solução (e as respetivas pontuações) do segundo problema do I-Torneio Policiário “Português Suave” – Modo Simplex, organizado pelo blogue Momento do Policiário (momentodopoliciario.blogspot.com). Ei-las:

I - Torneio Policiário “Português Suave”

| PROBLEMA n.º 2 |

PASSEIO NA ARRÁBIDA

Solução

Sim! Se ambas as pegadas estavam viradas para a beira da Escarpa Verde, Leonardo não podia ter caído para trás, como Mariana dizia. Esta era a CHAVE do Problema.

Há obviamente outros factores que poderiam ser deduzidos, mas nunca alterando a CHAVE do Problema, tais como:

Provavelmente quando estavam sozinhos, Leonardo atirara-se a Mariana. Ele puxara-a com força para si, perto da beira da Escarpa, mas ela libertou-se e ela empurrou-o, desta ou de outra forma, mas sempre empurrado… também poderia muito bem ter sido empurrado quando se colocou à beira da escarpa para vislumbrar a paisagem. Ainda que hipoteticamente possa ter sido um acidente, Mariana teve medo de ser acusada de homicídio e, por isso, mentiu à Polícia.

Pontuações neste 2º problema

10 PONTOS

Ana Marques, Arjacasa, Bela, CA 7, Carlinha, Carlos Caria, CN 13, Carluxa, Clovis, Detetivesca, Detective Silva, Detective Verdinha, Dick Tracy, EGO, Faria, Fátima Pereira, Inspetor Boavida, Inspector Cláudio, Inspector Pevides, Inspector Rickyi, Joel Trigueiro, Jorrod, Mali, Margareth, O Gráfico, O Pegadas, Pintinhas, Rainha Katya, Ribeiro de Carvalho, Sofia Ribeiro e ZAB.

8 PONTOS

Búfalos Associados, Detective Izadora, Detective Jeremias, Paulo, Vic Key e Visigodo.

5 PONTOS

Columbo, Detective Caracoleta, Detective Suricata, Inspector do Reino, Inspetor Moscardo, Inspectora Sardinha, Mandrake Mágico, Molécula, Pedro Monteiro e Zé Alguém.

Classificação Geral (após o 2º problema)

20 PONTOS

Ana Marques, Arjacasa, CA 7, Carluxa, CN 13, Clóvis, Detective Silva, Faria, Inspetor Boavida, Inspector Cláudio, Jorrod. Mali, Margareth, O Gráfico, O Pegadas, Pintinha, Rainha Katya, Sofia Ribeiro e ZAB.

18 PONTOS

Búfalos Associados, Carlinha, Detective Jeremias, Detective Verdinha e Ribeiro de Carvalho. 

16 PONTOS

Vic Key.

15 PONTOS

Carlos Caria, Columbo, Detective Caracoleta, Detetivesca, EGO, Inspetor Moscardo, Inspector Pevides, Inspetor Rickyi, Inspectora Sardinha, Joel Trigueiro, Pedro Monteiro e Zé Alguém.

13 PONTOS

Detective Izadora, Inspector do Reino, Paulo e Visigodo.

10 PONTOS

Bela, Dick Tracy, Fátima Pereira, Mandrake Mágico e Molécula.

5 PONTOS

Bernie Leceiro e Detective Suricata.

 
sábado, março 15, 2025
  NOTÍCIAS DO BLOGUE "MOMENTO DO POLICIÁRIO"

 

Já é conhecido o terceiro problema do I-Torneio Policiário “Português Suave” – Modo Simplex, organizado pelo blogue Momento do Policiário (momentodopoliciario.blogspot.com). Ei-lo:

I - Torneio Policiário “Português Suave”

| PROBLEMA n.º 3 |

Uma morte anunciada

Gregório estava farto de tudo aquilo: do facto de Alice estar sempre a agarrá-lo, dos medicamentos dela, do seu ressonar que não o deixava dormir e das alturas em que ela parava de respirar, pois aí é que não dormia de todo, e isso acontecia umas cinco ou seis vezes por hora. Além disso, desde que Alice entrara na menopausa, a asma ficara ainda pior. Eles eram casados há 34 anos; mais tempo do que a pena máxima de prisão por homicídio. Gregório tinha prometido amá-la até à morte, mas, na altura, não pensou que isso significasse amá-la até à morte dele por irritação.

Gregório! Estás aí? Chamou Alice da cozinha, onde estava, sem dúvida, ainda de camisa de noite e às três da tarde.

Gregório ignorou-a. Os únicos momentos de sossego que tinha eram os períodos que passava na garagem, a fazer trabalhos de marcenaria. Ultimamente, Gregório trabalhava muito mais quando ela estava em casa. Além disso, deixava aberta a porta que dava para a casa enquanto trabalhava, em parte porque sabia que o barulho da serra a enlouquecia. Alice chamou-o mais três vezes, cada vez mais alto e num tom mais choroso do que na vez anterior.

Gregory estava cansado de ter de ir a correr sempre que ela precisava dele. Ele esperava libertar-se daquele tormento em breve. Alguns minutos depois, pousou no banco a lixa que estava a usar e afastou-se para admirar a cadeira de baloiço que estava a retocar. Limpou as mãos às calças de ganga e sorriu a olhar para a quantidade de serradura que estava pelo chão.

Estou a ir, estou a ir, murmurou Gregório, ao entrar em casa. Quase tropeçou na ventoinha que tinha posto à porta. Bolas, estava farto daquilo! Se ele soubesse que Alice iria transformar-se naquela chata, nunca teria casado com ela. O que é que lhe tinha passado pela cabeça?

Gregório entrou em casa, tirou os sapatos e o casaco e pendurou-o no cabide da porta.

O que foi, Alice? O que é que queres?

Mas Alice não respondeu. Gregório deu com ela deitada no chão, com a pele já azulada.

Como é que Alice morreu? Dê a sua opinião… fundamentando-a!

NOTA FINAL:

Os projectos de solução deverão ser enviados até ás 24h00 do dia 14 de Abril de 2025, para viroli@sapo.pt

 
sexta-feira, março 07, 2025
  NOTÍCIAS DO BLOGUE "A PÁGINA DOS ENIGMAS"

TORNEIO QUEM É?

SOLUÇÕES DA PROVA Nº 2

1

a) Rex Stout

b) Nero Wolfe

2

a) Raymond Chandler

b) Philip Marlowe

3 

a) Lisa Gardner

b) Tessa Leoni

4

a) Laura Lippman

b) Tess Monaghan

5

a) James Brendan Patterson

b) Alex Cross

Pontuações nesta Prova:

Com 10 pontos

Abrótea, Arjacasa, Bernie Leceiro, Detectivesca, Detective Jeremias, Columbo, Clóvis, Mac Jr, Detective Verdinha, Inspector Moscardo, Inspector Ryckyi, Inspetor Boavida, Mali, Mandrake Mágico, Rodriguda, Vic Key

Com 9 pontos

Edomar, O Pegadas, Virmancaroli

Classificação Geral (Depois de aplicados os critérios de desempate.)

Com 20 pontos

1º lugar - Clóvis

2º lugar - Arjacasa

3º lugar - Bernie Leceiro

4º lugar- Detectivesca

5º lugar - Detective Jeremias

6º lugar - Columbo

7º lugar - Rodriguda

8º lugar - Vic Key

9º lugar - Mali

10º lugar - Mandrake Mágico

11º lugar - Detective Verdinha

12º lugar - Inspector Moscardo

13º lugar - Inspector Ryckyi 

Com 19 pontos 

14º lugar - Inspetor Boavida

15º lugar - O Pegadas

16º lugar - Mac Jr.

Com 18 pontos

17 º lugar - Virmancaroli

18º lugar - Edomar

Com 17 pontos

19º lugar - Abrótea

Com 9 pontos

20º lugar - Inspector do Reino

 
quarta-feira, março 05, 2025
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 5 de março de 2025

         HOMENAGEM A UM SER HUMANO ESPECIAL QUE NOS DEIXOU

Na sequência do desafio lançado pelo “velho” Detetive Smaluco, em 2003, na secção Policiário, do jornal Público, com vista à criação da Tertúlia Policiária do Norte (TPN), responderam à chamada os históricos policiaristas Jartur e M. Lima e os “novatos” Sargento Estrela e Agente Guima, do Porto; os “veteraníssimos” Daniel Falcão e H. Sapiens, de Braga; o consagrado Dr. Gismond, de Santo Tirso; e… o agora muito saudoso e inesquecível Zé, de Viseu.

Ao primeiro contacto, a simpatia instalou-se entre nós. E depressa fiquei a saber quase tudo sobre este novo Amigo que o Policiário me deu para a vida. Soube que era professor de Português já aposentado, nascido na Marinha Grande, mas há muito residente em Viseu, cidade que ficaria agarrada ao seu nome desde os primeiros passos no policiarismo, ao qual chegou através da BD e pelo prazer de ler, pensar, pesquisar e escrever: hobbies que dividia com outros passatempos, como o modelismo e a pesca, tudo isto sem prejuízo da família, valor que mais preservava acima de tudo.

O seu pseudónimo nasceu como uma homenagem ao seu tio Zé (José era, também, o seu segundo nome: Gustavo José Barosa!), que lhe reconheceu, na adolescência, algumas qualidades e o iniciou no Jornalismo e no Teatro (mais tarde, na Escola onde lecionava, encenou dezenas de peças, com um grupo de Alunos). E na revista Mundo de Aventuras, onde se iniciou nos princípios da década de 1970, ele era o “Zé (Viseu)”, já que o Sete de Espadas (a quem nunca deixou de agradecer o estímulo de sempre) colocava à frente do pseudónimo a localidade do concorrente.

Ficou Zé para sempre, mesmo quando assumiu com o seu grande Amigo Domingos Cabral (Inspetor Aranha) o papel de orientador de secção (Enigma Policiário – 1976/1982). E ao regressar ao policiarismo, no jornal Público, na secção orientada por Luís Pessoa, onde foi o Provedor (lugar em que antecedeu a Lima Rodrigues), como já havia um Zé, juntou ao pseudónimo de sempre a sua localidade. Mas, para os velhos amigos, orgulhava-se de ter sido sempre, simplesmente… Zé! Aliás, os amigos e a ética social foram outros grandes valores que sempre preservou e defendeu!

Com alguma boa gestão do tempo, o Zé conciliou (até à aposentação) as suas duas vocações – o Ensino de Português (Literatura) e o Jornalismo (escrito e radiofónico) – e ainda conseguiu “ganhar” algumas horas a ouvir as músicas de que gostava e a “consumir” todas as outras artes. O desporto também consumiu algum do seu tempo, nomeadamente o automobilismo (confessava-se fanático, doente incurável, pela Ferrari). Admitia ter uma grande paixão por carros antigos, com destaque pelos modelos da Alfa Romeo. E dizia-se masoquista por se assumir como Benfiquista!

O Zé considerava que devia ao trabalho de permanente exercício mental que é o Policiário muita da lucidez que conseguiu manter depois da sua aposentação. E costumava recordar as muitas vezes em que quase desesperou durante semanas na tentativa de descobrir o significado de um pormenor numa prova, para depois concluir que, afinal, essa não era a chave para o problema. Ele e a família, a que recorria frequentemente! A filha é advogada e tirava-lhe algumas dúvidas. E a mulher fazia alguns desenhos para ilustrar as respostas, que costumavam rondar as dez páginas (uma vez chegou a entregar uma solução com doze páginas, mas o seu esboço inicial tinha… 26!).

O Zé chegou a produzir alguns problemas (excelentes, alguns deles), mas nunca ficou satisfeito com o resultado. Na verdade, ele foi sobretudo um excelente solucionista (um dos melhores de sempre!). Mas como Amigo foi ainda muito melhor! Deixou-nos no passado mês de janeiro, depois de uma luta de vários anos contra uma doença terrível. Adeus, Zé! Se vires por aí a pessoa que sabes, a tua companheira de luta e minha companheira de vida, dá-lhe um beijo meu!

                 UM CASO POLICIAL NO NATAL TEM NOVO CONTO NA LIDERANÇA

Na fase final de contabilização das pontuações atribuídas aos últimos contos publicados, passamos a divulgar o veredito dos nossos leitores relativamente aos originais dados a conhecer entre os meses de abril e agosto de 2024. Com um número de 22 a 30 “jurados” que se dispuseram a pronunciar-se, esta segunda meia dezena de contos atingiu também pontuações médias muito equilibradas, o que revela mais vez um nível de qualidade e originalidade geral considerável dos trabalhos, mas com apenas um dos originais a superar a média de 8 pontos… até ao momento!...

Antes, porém, de passar a revelar as pontuações dos autores dos contos n.ºs 6, 7, 8, 9 e 10, recordamos os pontos atribuídos aos primeiros cinco originais, e respetiva classificação daí decorrente, que tinha na liderança o conto “A Minha Noite de Natal”, desta forma assim ordenada:

Classificação Geral (até ao quinto conto)

1º - “A Minha Noite de Natal”, de Paulo, com 7,222 pontos;

2º - “A Prenda de Natal da Martinha”, de Paulo, com 7,103 pontos;

3º - “O Contrato”, de António A. F. Aleixo, com 6,925 pontos;

4º - “Prazeres de Natal”, de O Gráfico, com 6,724 pontos;

5º - “O Fantasma do Hotel Infante Sagres”, de Bernie Leceiro, com 6,555 pontos.

Passemos então agora a conhecer as pontuações alcançadas pelos cinco originais seguintes, por ordem de publicação, que determinarão a classificação atual do concurso até ao décimo conto:

06.CONTO: AMEM-SE UNS AOS OUTROS, de Inspetor Moscardo

22 pontuações validadas:

6+7+6+5+6+5+7+6+5+7+7+5+6+6+6+7+6+8+7+6+6+6=136 pontos

pontuação média: 6,18181818

07.CONTO: YHWH, de L. Manuel F. Rodrigues

30 pontuações validadas: 

6+6+7+7+6+6+6+6+6+8+6+8+6+6+6+7+7+6+6+6+6+7+10+10+7+10+10+8+8+10=214 pontos

pontuação média: 7,13333333

08.CONTO: CHEGARAM OS PAIS NATAIS, de Abrótea

23 pontuações validadas:

5+5+6+6+5+5+6+6+6+7+5+6+5+5+5+6+5+6+5+6+5+6+9=131 pontos

pontuação média: 5,69565217

09.CONTO: A MORTE DO PAI NATAL, de Paulo

22 pontuações validadas:

7+7+8+8+8+7+7+8+8+9+10+9+8+10+9+9+10+8+9+8+8+8=183 pontos

pontuação média: 8,31818182

10.CONTO: UM SONHO DE NATAL, de Rui Mendes

25 pontuações validadas:

8+7+7+8+7+8+6+6+7+7+8+8+7+6+8+7+6+7+7+8+8+8+6+8+9=182 pontos

pontuação média: 7,28

Eis, portanto, a classificação geral atualizada:

Classificação Geral (até ao décimo conto)

1º - “A Morte do Pai Natal”, de Paulo, com 8,318 pontos;

2º - “Um Sonho de Natal”, de Rui Mendes, com 7,28 pontos;

3º - “A Minha Noite de Natal”, de Paulo, com 7,222 pontos;

4º - “YHWH”, de L. Manuel F. Rodrigues, com 7,133 pontos; 

5º - “A Prenda de Natal da Martinha”, de Paulo, com 7,103 pontos;

6º - “O Contrato”, de António A. F. Aleixo, com 6,925 pontos;

7º - “Prazeres de Natal”, de O Gráfico, com 6,724 pontos;

8º - “O Fantasma do Hotel Infante Sagres”, de Bernie Leceiro, com 6,555 pontos.

9º - “Amem-se Uns aos Outros”, de Inspetor Moscardo, com 6,181 pontos;

10º - “Chegaram os Pais Natais”, de Abrótea, com 5,695 pontos.

 
segunda-feira, março 03, 2025
  TORNEIO DO CINQUENTENÁRIO

 

   TORNEIO DO CINQUENTENÁRIO

“MISTÉRIO… POLICIÁRIO” – MA/MP (1975 – 2025)

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           CLASSIFICAÇÕES DO PROBLEMA Nº 2

             61 CONCORRENTES EM PROVA 61

DECIFRAÇÃO

10 pontos

Ana Marques

Arjacasa

Arnes

Búfalos Associados

CA7

Detective Kivee

Detective Jeremias

Detective Verdinha

Dona Sopas

Faria

Fotocópia

Haka Crimes

Inspector Aranha

Inspector Detective

Inspector Mucaba

Inspector Pevides

Inspetor Moscardo

Inspector Ryckyi

Joel Trigueiro

Jorrod

Mali

Mancha Negra

Mandrake Mágico

O Pegadas

Pintinha

Ribeiro de Carvalho

Visigodo

 9 pontos

Bernie Leceiro

Carlinha

Clóvis

Detective Izadora

Detective Vasofe

Edomar

EGO

Inspector do Reino

Inspectora Mag

Molécula

Pedro Monteiro

Rainha Katya

Vic Key

Visconde das Devesas

ZAB

8 pontos

Carluxa

CN13

Detective Silva

Inspector Cláudio

Inspector Mokada

Inspectora Sardinha

JC Al

Margareth

Mula Velha

Sofia Ribeiro

7 pontos

Carlos Caria

Detective Caracoleta

Detective Suricata

Marino

Sandra Ribeiro

Zé Alguém

5 pontos

Columbo

Detetivesca

3 pontos

Fátima Pereira

AS MELHORES

            Detective Jeremias 5 pontos;

            Detective Verdinha 4 pontos;

Búfalos Associados 3 pontos;

            Inspector Aranha 2 pontos;

            Fotocópia 1 ponto.

AS MAIS ORIGINAIS

            Mali 5 pontos;

            Vic Key 4 pontos:

            Pintinha 3 pontos;

            Arjacasa 2 pontos;

            Inspector Pevides 1 ponto.

PRÉMIOS A SORTEIO

- 1 Livro de Problemas Policiários e Soluções de M. CONSTANTINO, Oferta de Salvador Santos, juntamente com um Bloco de Apontamentos da Tipografia Lobão, Oferta de José Silvério, para sortear entre os concorrentes totalistas.

PREMIADO: Dona Sopas

- 1 Conjunto de 12 Postais Ilustrados de Montemor-o-Novo, Oferta de Francisco Salgueiro, para sortear entre todos os concorrentes não totalistas.

PREMIADO: JC AL

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  TORNEIO DO CINQUENTENÁRIO

 


                                TORNEIO DO CINQUENTENÁRIO

                        “MISTÉRIO… POLICIÁRIO” – MA/MP (1975 – 2025)

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SOLUÇÃO DO PROBLEMA Nº 2

UM CRIME PISCATÓRIO EM SESIMBRA, de Repórter SOU EU 

1 – Culpado de assassínio, Fernando Piteira(4 pontos)

2 – Se os ...“testes de “resíduos de pólvora” efectuados às mãos de um dos suspeitos... revelou que ele era o assassino”... -comprovando-se que o analisado tinha disparado uma arma de fogo recentemente... então só podemos culpar o Fernando Piteira... uma vez que se fala em “mãos”... e no caso dos manos Figueira... estes tinham as mãos cobertas de luvas... logo só poderia ser acusado - qualquer deles, como hipótese! - se os “resíduos de pólvora” fossem detectados nas próprias luvas ou restante indumentária. (1 ponto)

3 – Fernando Piteira apresenta algumas declarações que poderemos considerar de verosímeis e aceitáveis, como a referência a uma aiola recentemente adquirida pelo rival Alberto Flores, por um preço superior em relação ao alvitrado por si, sabendo-se que estes tipos de embarcações são utilizadas para a pesca em Sesimbra, mas há uma pista deixada pela vítima que o incrimina e completa a confirmação dos “resíduos de pólvora” encontrados nas suas mãos... que é o facto de Alberto Flores, na hora da morte se ter agarrado com sofreguidão aos aparelhos de pesca que até lhe feriram as suas mãos... este indício serviu para culpar Fernando Piteira, o assassino de Flores, pois os pequenos aparelhos de pesca de chocos e polvos, como são discriminados no texto têm o nome de TONEIRA, POLVEIRA, e/ou... PITEIRA... entre outros nomes (!) e esse foi também um pormenor que não passou despercebido ao Inspector e ao Repórter SOU EU(1 ponto)

4 – “Aquilo que leva alguém a executar uma acção; CAUSA; MOTIVO; RAZÃO: O móbil do crime”.

Fernando Piteira nunca teria perdoado ao Alberto Flores o facto de o mesmo ter comprado uma aiola de valor mais elevado do que aquele que estava destinado a si mesmo, para a sua aquisição – independentemente das discussões relacionadas com a pesca! – e numa pequena discussão assassinou o “rival” Pescador com um tiro de pistola! A arma, posteriormente e certamente, foi entregue às autoridades após a confissão do homicídio. (1 ponto)

5 – Presença de participação: 3 pontos

Comentários do "Blogue RO"...

ESTA prova n.º 2 do “TORNEIO DO CINQUENTENÁRIO “MISTÉRIO… POLICIÁRIO” – MA/MP (1975-2025) continha, além do desafio fictício de problemística policiária destinado ao decifrador/solucionista, uma interessante mensagem – que foi agradavelmente recebida por uma grande maioria de leitores e sobre os seus dizeres e pareceres daremos notícias em próximas publicações! – sobre as notícias de crimes violentos que passam constantemente e diariamente nos ecrãs das televisões do nosso país de um modo, considerado por muitos, exagerado! A sua interpretação agradou aos leitores e o seu autor congratula-se por isso.

EM relação à resolução do texto (questionário) proposto... o cerne da questão – o busílis, como não se cansava de proclamar o saudoso “Sete de Espadas”! – achava-se no facto dos “aparelhos de chocos e polvos” e também lulas, designarem-se, além de outros nomes (toneira, palhaço, polveira, fateixa, etc...) como PITEIRA! E foi, precisamente, para indicar o nome do seu assassino... (Piteira) que o ancião Alberto Flores se agarrou, em último desespero de vida, aos aparelhos de pesca! Um indício!

..Para uns solucionistas este foi considerado como um pormenor... dos chamados “de caras”... para outros visto como de difícil dedução... e somente se pesquisando lá se chegaria... (alguns, especialmente pescadores e/ou descendentes de familiares desta profissão... nem precisaram de pesquisar (Google ou Priberam)... e para muitos nem tão pouco lhes passou pela cabeça... este pormenor (!)... apesar dos seus óptimos e muito bem elaborados relatórios!

...Depois as questões do móbil do crime arrelias e zangas em desfavor de Alberto Flores (a vítima) e os resíduos de pólvora nas mãos do “assassino” a indicar que seria só um – até porque os outros dois suspeitos usavam, sempre, luvas! – compunham o restante do deslindar deste “problema policiário”!

...Como não se pedia, no final do enunciado o “móbil do crime”... não fomos excessivamente rigorosos em classificar esta formalidade, mas os solucionistas deverão habituar-se, no futuro, a encontrar na resolução de problemas policiários esta vertente, pois quando existe um crime, assassínio ou simples roubo... haverá, sempre, uma intenção, um propósito... um móbil.

...Apesar dos bem elaborados relatórios, por parte de muitos dos decifradores com “9 pontos”... não condescendemos em penalizar quem não descortinou o pormenor “aparelho de pesca/PITEIRA”!

 
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